11.
Solto o meu andar pelas margens do rio,
Enfio pela estrada, vou dar à ponte
O Sol por detrás queima-me as costas...

As nuvens que carregadas passam...
São minhas, as figuras...

A minha silhueta no rio
Perde-se na sombra escura...

Nada perdura tudo se finda...

Venço a morte... ou... talvez não...
Pelo menos por agora que a nuvem
Passa e tapa o sol...

Aquela luz que me ilumina
Forte, dolorosamente frívola...


-Poemas de 1982/1991-
(Quadro de Monet)