11.
A tinta imprimida no papel curva-se
Ao sabor da minha mão, dos dedos
Que correm saltitando de palavra em palavra
Sorriem ao vento imaginário e louco do meu pensar...

Escrevo pelo simples facto de não saber quem sou...
E porque tudo é tinta, letras, palavras escritas
Qualquer coisa, sem nexo nenhum.

-Poemas de 1982/1991-
(Quadro de Wassily Kandinsky)