4.
No centro da aldeia o chafariz
Bailaricos de fim-de-semana
Sorriso pronto, largo, sincero, de gente
Robusta que ama a terra
E com as mãos calejadas limpa
O suor da testa
O vinho abre o apetite
Encostados, os velhos, sorriem
De rugas na cara e pensamento distante
Tratam o dia a dia com mestria
E matam o tempo nas damas
E na sueca
Enquanto as Donas olham
Para quem triste passa
Nos umbrais das portas,
Sentadas, esperam pela noite
Que chega tarde e fria
Entre ventos sibilantes
E conversas de lareira.
-Poemas de 1998/2000-
(Quadro de Paula Rego)
