28.
Sentado nos degraus
Observo um final de tarde amarelado e feliz


Enrolado o mar deita-se nas rochas
Na linha do horizonte a silhueta de um navio...

Nas minhas costas o trânsito fozeiro
Olha o relógio inquisidor e distante

Deitado na areia indiferente
Os filhos do mar sorriem a vida

As esplanadas de pernas traçadas
Sorvem o Sol às bicadas

Levanto-me e subo socalco a socalco
O espaço que me separa da vida...

-Poemas de 1998/2000-
(Quadro de Monet)