19.
Janelas para a rua, sem carros,
Silêncios, suaves, sonhos breves
A noite, a cidade, corpos deitados
Os sons, no escuro, seios doces
Excitamentos, tremores, seres noctívagos
Sorrisos abafados, na tosse arrastada, chuvas
Ventos esvoaçando pelas frinchas
Pelas fofas almofadas deitadas junto ao sexo
Nu da noite prostituta que se vende ao dia
Sem pecados nem dores originais.
-Poemas de 1998/2000-
(Quadro de Toulouse-Lautrec)
