17.
Um grito, sangue
o eco no espaço à velocidade da luz até à infinidade das trevas e do
silêncio


Corredores de corpos, despedaçados
cheiros nauseabundos infestam o ar e as flores e o azul negro do céu
desaba

A morte sorri

nos rostos dos carrascos, desprezo

Ao longe, ao fundo dos tempos, uma brisa de sol deixa ver na
escuridão cinzenta um pouco de luz... um pouco de esperança...

-Poemas de 1998/2000-
(Quadro de Hieronymus Bosch)