li-lhe o pensamento, olhei-lhe a razão E disse: Que dilema é a paixão...
-Poemas de 1982/1991- (Quadro de Dali)
4. Amo todo o teu corpo E sonho em sonhar contigo Na cama quando estou só Na rua... no frio do Inverno Como se a única razão de tudo Fosse amar-te com todo o meu ser Do fundo da alma ao mais profundo do existir...
-Poemas de 1982/1991- (Quadro de Auguste Renoir)
3. Amo o arfar lento dos teus peitos E esses teus cabelinhos loiros, de oiro finos Ao vento envoltos... e livres Livres, soltos ao ar que passa... virginal Oh, livres e tão teus... mulher.
-Poemas de 1982/1991-
(Quadro de Pierre-Auguste Renoir)
2.
Que
mar
imenso
teus
olhos
são
Ao ouvido, baixinho,
diz-me:
de quem são?
Serão meus?...
ou
será
que
de
ninguém
são?!
Olhas-me,
e
nesse entreolhar
vago
sinto que são…
-Poemas de 1982/1991-
(Quadro de Balthus)
1.
Oh, belas rosas Puras violetas Poesias e prosas ...nuvens pretas... O meu sonhar é breve O sonho és tu...
Ó rosa, ó violeta Diz-me ao menos se és tu Quem penso que és És a rosa?!... a violeta?!... Ou Apenas Mais Uma nuvem preta.
-Poemas de 1982/1991- (Quadro de Velásquez)
III – VERSOS DE PAIXÃO (1982-1991)
"A tua linda voz de água corrente
Ensinou-me a cantar... e essa canção
Foi ritmo nos meus versos de paixão, Foi graça no meu peito de descrente."
Florbela Espanca
"Existe uma coisa formada confusamente,
nascida do céu e da terra.
Silenciosa e vazia,
Permanentemente só e inalterável,
Anda por aí sem se cansar
E pode ser a mãe do mundo.
Não sei o seu nome,
Por isso chamo-lhe «O Caminho»."
Lao-Tsé (cerca de 604-531 a.C.)