12.
Ergue-se o fumo por entre os meus dedos
Semierguidos em jeito encostado de contemplação
O vazio do lá fora escuro enche-me o coração
Meus lábios, olhos, demorado sorrir, estão quedos
Quebrados na monotonia nostálgica de um fumo
Que se ergue por entre os meus dedos
Mais alto que nada
Mais baixo que tudo.
Esta é a essência, a substância
Feita de infância de passados de nada
A não ser de fumo, daquele cinzento
De cinza lançado ao ar...
-Poemas de 1982/1991-
(Quadro de Wassily Kandinsky)











